Um dia destes que eu possa, juro que te apago da minha vida. Arranco as páginas do livro do meu dia-a-dia em que és a personagem principal, faço com elas aviões de papel e mando-as para bem longe. Talvez assim deixes de aparecer todas as noites nos meus sonhos. . Não podes simplesmente fazer um esforço, por mínimo que seja, para sair do meu coração sem que o magoes muito? Sai devagarinho e com cuidado, o coitadinho, apenas com 12 anos, já viveu tanto e bateu tão depressa. Podias ter um bocadinho de pena dele - de mim não te peço nem quero que tenhas - e fazer-me esse favor, não te custa assim tanto. Mas tu não, nada disso, gostas que eu bata com a cabeça na parede. Então é assim que vai ser? Respondo-te ao teu “sim” com um “está bem” mudo e imperceptível. Agora preciso de colocar a cabeça no lugar , não tenho feitio para ser a desilusão da vida de ninguém, muito menos da tua .